terça-feira, 3 de novembro de 2009

O rei Xexéu e os seguidores da palavra perdida

O Rei Xexéu e os seguidores da palavra perdida.

Conta a lenda, que havia um rei muito bom com as palavras. Esse rei conseguia através da argumentação e da persuasão, arregimentar muitos seguidores que com o tempo se tornaram mais do que isso, tornaram-se súditos fiéis.
O rei se chamava, o poderoso Xexéu!
Xexéu, o rei, só lamentava que o seu reino era um reino imaginário. Um reino que foi formado pela orquestração da sua mente criativa e fantasiosa. Xexéu não se conformava que o seu reino não se constituísse de fato em um reino real, daí a necessidade e a busca incansável por tornar algo imaginário em uma realidade.
Para todo reino e todo rei é necessário que este seja constituído de pessoas, súditos e povos. Afinal, rei que é rei, precisa de um reino e de súditos.
Na Idade Média, os reinos eram conquistados através da luta armada, com o objetivo de possuir as terras e todas as riquezas que o reino invadido possuía e claro, escravizar homens, mulheres e crianças. Porém, o rei Xexéu agia de forma diferente, usava as palavras para alcançar e conquistar os povos, tornando-os seus súditos, ocasionando com isso, talvez, a maior da escravidão que o homem possa ter: o aprisionamento das mentes.
O homem pode ser escravo, estar preso, obrigado a um trabalho forçado, seu corpo físico pode estar acorrentado, mas se sua mente estiver livre, livre ele será!
O rei Xexéu sabia disso e com muito engenho e destreza manipulava homens, mulheres e crianças e com a habilidade de um sofista, falava de uma verdade, deturpando-a até alcançar seus objetivos.
De fato, conta a lenda, que seu reino imaginário foi se formando aos poucos em algo aparentemente real. A verdade ali anunciada não era muito clara, trazia como estandarte o objetivo maior: conquistar povos.
Para o rei Xexéu, o seu reino deveria se tornar uma realidade e para isso, era preciso criar novas formas e novas regras, e a maior delas era: “A regra, é não ter regra”, dizia ele: “No meu reino somos livres, livres dos impostos, livres do trabalho e livres das leis impostas pelo Rei Maior”. Através deste lema, o rei Xexéu conseguia mais e mais fiéis e súditos.
Conta ainda a lenda que seus súditos fiéis eram na maioria jovens, jovens esses que muitas das vezes são movidos por qualquer vento de doutrina, onde facilmente são apanhados e escravizados por qualquer palavra melhor articulada. A promessa de que tudo lhe é lícito, pode de certa forma, aprisionar mentes que ainda não viveram o suficiente para distinguir o certo do errado. Fica uma pergunta. Porque homens e mulheres com mais idade não são aprisionados por esta doutrina?
Porém, sabemos e não é lenda, que existe um Grande Rei, que olha tudo e a todos, que sonda o coração do homem até separar alma e espírito, que é Dono da prata e do ouro e detém a Verdade. Esse Grande Rei, vai julgar povos e nações, homens e mulheres e separar ovelhas de cabritos, a sua vinda será repentina como trovão. Sabe-se que é grande em misericórdia, por isso, é bom que o reino do rei Xexéu esteja fundamentado na Verdade do Grande Rei, para com isso, sair do reino imaginário e passar para o reino real.
É esperar pra ver, só o tempo dirá!!!

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